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Porque eu desisti da transição capilar?

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Porque eu comecei a transição capilar? Porque eu desisti da transição capilar? Quais foram os meus principais arrependimentos em relação à essas escolhas? O post de hoje é um bate-papo sobre auto-estima e estilo de vida.

Como vocês devem ter visto no meu instagram, há uns meses atrás resolvi tentar uma vida mais leve, sem cobranças quanto ao meu corpo, meu cabelo, minhas roupas e etc. Desapeguei de uma mala cheia de roupas, como mostrei aqui no blog, e cortei 40cm do meu cabelo pra retirar todo resquício de química dos fios. Decidi que ia “esquentar a cabeça” apenas com o que realmente importa e que não abalaria meu psicológico para me enquadrar nos padrões impostos pela sociedade.

Muito bonito dizer isso, não é? E muita bonita essa decisão.

Quanto às roupas, foi uma ótima escolha. Abri mão de todas as peças que estavam ocupando espaço atoa no guarda-roupas e além de economizar espaço, economizei tempo. Muitas vezes, quando ia sair, as roupas que eu gostava de usar ficavam perdidas no meio de outras que não saiam dali a meses. Eu retirava tudo do guarda-roupas, experimentava cinco opções de look diferente e no fim, saia com as roupas de sempre. Agora, na maioria das vezes, já sei o que vou usar e como defini mais ou menos uma paleta de cores, todas as cores combinam entre si. Foi uma decisão maravilhosa e como já passou seis meses, já estou repetindo a dose e nesta semana terá um brechó com minhas roupas usadas e novas que não uso mais!

Quanto ao cabelo… eu tentei por alguns meses e acabei desistindo.

Mas porque eu desisti?

Acontece que meus planos eram ter uma vida mais leve e me preocupar menos, e o que aconteceu foi o inverso do programado. Eu estava infeliz com o meu cabelo. Gastava horas dedicando tempo à ele e mesmo sem ter costume de passar chapinha, o meu cabelo não voltou a ter textura. Mesmo depois de retirar completamente a química! Ficava com ondas super suaves, praticamente liso, porém, super cheio! Eu parecia uma bruxinha! Testei vários cremes e finalizações, algumas vezes consegui deixar cacheado no dia que lavava, mas no dia seguinte já voltava ao estado de calamidade. Por isso, desisti e alisei novamente.

Por mais que deixar o cabelo natural seja mais saudável, temos que nos sentir bem com nosso cabelo, coisa que não estava acontecendo por aqui. Eu vivia de cabeça quente porque mesmo saindo de casa com ele arrumadinho, na volta os cachos já tinham descido e o volume aparecido. O tempo que estava na rua, me preocupava em como meu cabelo estava. Passava a mão e mudava de penteado o tempo todo. Procurava espelhos por todo canto (e olha que nunca liguei pra espelho). Quando chegava em casa, me olhava no espelho e ficava me questionando: “Como fui capaz de desfilar por ai com essa juba de leão?”

A transição capilar gerou o tipo de preocupação que eu não acho que combine com a proposta de vida leve que tenho. E depois de muito pensar sobre alisar novamente, alisei. E estou mais leve, menos preocupada e mais feliz. Se me arrependo de ter cortado pra tentar a transição? Um pouco, mas foi necessário passar por essa experiência pra saber o que realmente me faria feliz. Se me arrependerei de alisar novamente? Acredito que não.

Conclusão: A vida é assim mesmo, cada um tem seus gostos e suas manias, cada um se sente bem de uma forma. Muitas passam pela transição e se sentem realizadas, felizes, absolutas. Outras não conseguem se acostumar, e eu sou uma dessas. Fico mais feliz com meus fios escorridos, afinal, sou preguiçosa e cuidar do cabelo natural demanda tempo!

Quem sabe em uma próxima vida?

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